Pr. Sóstenes Apolos da Silva
ADORAÇÃO A MARIA E A OUTROS
PERSONAGENS IMPORTANTES DO
PASSADO (21/06/09)
O Deus do cristianismo é o mesmo Deus dos antigos hebreus. O
nosso Antigo Testamento é a mesma Bíblia deles. Em várias
passagens da Bíblia deles, e nossa, Deus deixa bem claro que
abomina a adoração ou veneração de imagens. Alguns exemplos:
Êxodo 20.4-6; Salmos 115.1-8; Isaías 44.6-20. No Novo Testamento,
claro, esse mesmo princípio é reiterado. Confira, por exemplo, em
Mateus 4.8-10; Atos 17.15-29; 19.23-32; I João 5.21.
Infelizmente, milhões de pessoas que se declaram cristãs se
prostram diante de imagens e fazem-lhes orações. Dizem que isso é
aceitável diante de Deus porque não estão adorando aquelas
imagens e, sim, venerando as pessoas a quem elas representam. E
aí está um outro problema: o estabelecimento de pessoas, além do
Senhor Jesus Cristo, como intermediária entre Deus e os homens.
Tudo isso é um imenso absurdo, mas não aconteceu da noite para o
dia. É fruto de um processo que se desenvolveu ao longo do tempo.
Senão, vejamos.
1. Nos seus três primeiros séculos de história, o Cristianismo, apesar
de todas as perseguições que sofrera e das pressões que recebera
por parte de alguns hereges influentes, havia mantido sua pureza
doutrinária e expandira-se por todo o Império Romano, incluindo o
Norte da África.
2. No ano 305 o imperador Galério assinou um édito de tolerância
para com os cristãos, sob a condição de que nada praticassem
contra as leis imperiais.
3. Em 312, o imperador Constantino converte-se ao cristianismo e,
em 313, promulga o édito de Milão, concedendo plena liberdade de
culto aos cristãos. A partir daí, o Cristianismo vai-se impondo como
a religião oficial do Império.
4. Inúmeras pessoas “aderem” ao cristianismo por pura conveniência
e vão corrompendo, mais e mais, a Igreja Cristã. Esta, por sua vez,
vai-se amoldando aos novos adeptos, de forma a deixá-los mais à
vontade e a atrair mais pessoas.
Começa aí a caminhada do cristianismo rumo a uma deformação
que acabou por transformá-lo em qualquer coisa menos no modelo
de Igreja que Jesus e seus apóstolos estabeleceram em seus
ensinos.
5. Entre os muitos subterfúgios que o cristianismo oficial criou para
atrair mais adeptos e para deixá-los em condições mais
confortáveis, está a introdução da veneração de imagens e a
entronização de uma deusa, respaldada por argumentos
pretensamente bíblicos e lógicos.
6. No Concílio de Trento, em 1545, decretou-se: “As imagens de
Cristo e da Virgem Maria, Mãe de Deus, e de outros santos devem
ser possuídas e guardadas, especialmente nas igrejas, e devem
ser alvo de honra e veneração”.
Observação: Foi nesse mesmo Concílio que a excomunhão de
Lutero foi confirmada, a doutrina da transubstanciação oficializada
e os livros apócrifos adotados. |
A adoção de tais erros trouxe conseqüências funestas:
1. A adoração ao Verdadeiro Deus passou a ser compartilhada
(muitas vezes substituida) com a adoração de Maria e santos do
passado, EM UMA IGREJA QUE SE DIZ CRISTÃ! Veja o que Deus
diz em Isaías 42.8.
2. Em muitos documentos da Igreja Católica Romana Maria, é
apresentada como a salvadora da humanidade. Isso conflita com toda a mensagem do Evangelho, inclusive com João 14.6 e Atos 4.12.
3. Maria e os “santos” são muito mais invocados como intermediários
entre Deus e os homens que o próprio Jesus Cristo. Não é o que ensina I
Timóteo 2.5, 6.
4. Como a canonização de pessoas é um processo com forte componente
político, observam-se aberrações como as que aconteceram nos
funerais do papa falecido mais recentemente, em que havia uma
verdadeira “torcida” para que ele fosse canonizado. “Santo, santo,
santo”, dizia a multidão!
Mas não nos enganemos: os mesmos erros do passado andam
rondando os meios evangélicos hoje em dia. São expressões disso:
1. O culto à personalidade, já presente em muitos segmentos ditos
evangélicos, beirando à idolatria.
2. Em muitos cultos, também ditos evangélicos, fala-se tanto no valor das
pessoas, nas necessidades das pessoas, nos feitos das pessoas, que
não está sobrando tempo para se falar da grandeza de Deus, em seu
caráter perfeito, em sua Obra Redentora, muito menos para prestar-lhe
verdadeira adoração.
3. Aos poucos, estamos trazendo para o interior dos nossos cultos rituais
sagrados (palavras de ordem, gestos repetitivos, etc), objetos mágicos
(Arca da Aliança, água do rio Jordão, shofar, etc).
Povo de Deus, tome cuidado!
(Resumo do estudo dado pelo Pr Sóstenes no dia 09 de junho de 2009)
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NEGLIGÊNCIA PARA COM A
PALAVRA DE DEUS (14/06/09)
Um dos grandes erros que os seguidores do Cristianismo
cometeram no passado, induzidos pelos seus próprios
líderes, foi desrespeitar e serem negligentes para com a
Palavra de Deus. Quem diz seguir a Cristo nunca poder
cometer um erro desses.
Jesus sempre teve a maior consideração para com as
Escrituras Sagradas. Ele a lia freqüentemente, cumpria-a
rigorosamente, como jamais qualquer outra pessoa o fez, e
desafiou seus opositores a que o confrontassem com ela
(João 5.37). Mas, qual Bíblia Jesus usava? A Bíblia dos
antigos hebreus. Sim, eles tinham um conjunto de livros aos
quais atribuíam inspiração divina e aquilo era a Bíblia deles:
nem mais, nem menos. Claro que sempre existiram muitos
livros antigos, de cunho histórico-religioso, alguns tendo sua
autoria atribuída a personagens importantes do passado, mas
não eram considerados como integrantes das Escrituras
Sagradas. Eram os chamados “livros apócrifos”. Os antigos
judeus sempre procuraram obedecer às recomendações da
própria Bíblia de nada acrescentarem à Palavra de Deus,
conforme Deuteronômio 4.1, 2; 12.32; Josué 1.7, 8;
Provérbios 30.5, 6; e outras passagens das Escrituras.
No Concílio de Cartago (397) vários livros apócrifos foram
aceitos como “próprios para leitura”. A esses mesmos livros, o
Concílio de Trento atribuiu canonicidade, em 1548. E mais: a
partir daí, quem discutisse essa decisão eclesiástica era
considerado anátema. Passaram, então, a ser considerados
canônicos os livros: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão,
Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º Macabeus, acréscimos a Ester,
a Daniel e a Jeremias.
Como se a adição dos livros apócrifos fosse pouca coisa, veio depois a equiparação da tradição com a Bíblia. Quer
saber como é isso? Veja o que diz o Terceiro Catecismo, nas
páginas 152 a 154: “Tradição é a Palavra de Deus não escrita,
mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos
apóstolos e transmitida inalterada de século em século até
nós ... á tradição deve dar-se o valor que se dá à Palavra de
Deus revelada, contida nas Sagradas Escrituras ... na
Escritura não pode haver erro, porque sendo ela inspirada, o
autor de todas as suas partes é o mesmo”.
Mas o Inimigo da Palavra de Deus ainda não estava
satisfeito. Só pode ter sido ele que induziu os líderes da Igreja
institucionalizada a fazer o seguinte: com a desculpa de que
era necessário evitar a disseminação de interpretações
errôneas das Escrituras, desautorizou-se a interpretação
bíblica pelos leigos. E o que se conseguiu, na prática?
Desestimular, completamente, a leitura da Palavra de Deus.
Ora, Deus utilizou homens para escrever sua Palavra,
justamente para que Ela fosse bem inteligível para nós. A esse
respeito, alguém já disse: “A Bíblia é Deus falando através do
homem; é Deus falando como homem; é Deus falando com o
homem; mas é sempre Deus falando!”A tentativa de impedir as pessoas de terem acesso à Palavra de
Deus teve outros lances ousados. Como a proibição de que Ela
fosse traduzida para outros idiomas que não o Hebraico, o Grego e
o Latim. Você pode imaginar o prejuízo que isso poderia dar, que
deu e que poderia ainda estar dando à humanidade? Pois é.
Muitos tradutores da Bíblia foram, presos, torturados e até mortos
por irem contra essa artimanha maligna. Mas, graças a Deus,
como disse o apóstolo Paulo, “a Palavra de Deus não está presa”!
(II Timóteo 2.9).
Uma vez tirada a Bíblia das mãos do povo (que prejuízo!)
também estava aberto o caminho para a introdução de todo o tipo
de engano, como, realmente, aconteceu. Veio a idolatria, apareceu o Purgatório, a salvação por outros meios que não a
mera fé em Jesus Cristo, e tantos e tantos outros terríveis
enganos. O apóstolo Pedro já havia advertido a Igreja com
respeito a esse perigo (II Pedro 2.1; 3.16).
Graças a Deus, em 1517, Martinho Lutero insurgiu-se contra as
aberrações que vinham se acumulando no seio do Cristianismo e
deu início à Reforma Protestante. Ma não nos enganemos: o
inimigo de nossas almas continua tentando conduzir a Igreja aos
mesmos erros cometidos no passado. Alguns exemplos:1.
Segmentos que se dizem cristãos estão dando a certos escritos
autoridade equivalente e até superior à Bíblia Sagrada
(Adventistas e os livros de Hellen G. White; World Revival Church e
o livro O Triunfo Eterno da Igreja). 2. Líderes de grande influência
estão se arrogando o direito de serem detentores da capacidade
exclusiva de interpretar a Bíblia. 3. Está acontecendo um
aviltamento da tradução da Bíblia. Certas versões querem ser tão
populares, tão compreensíveis, que acabam por sacrificar o
conteúdo da mensagem bíblica. 4. Observa-se hoje uma
tendência a não valorizar suficientemente a Bíblia, já que ela está
tão acessível. As novas gerações não sabem como custou caro ter
a Bíblia em nossa língua, poder lê-la em qualquer lugar e tê-la a
preços tão acessíveis.
Atenção: A Bíblia é adequadamente valorizada quando lida e vivida
(Salmo 1º; Apocalipse 1.3). Cuidemo-nos para não voltar a
cometer os mesmos erros do passado!
(Resumo do estudo dado pelo pastor Sóstenes no dia 02 deste mês) |
EU PODERIA ESTAR NO VOO AF447 DO DIA
31/05/2009
Sim, eu poderia estar a bordo daquele avião A330 que
desapareceu quando sobrevoava o oceano Atlântico, entre São
Paulo e Paris. Teoricamente, qualquer pessoa poderia estar. Mas eu
quase embarquei naquele vôo. Acabei embarcando num avião
igualzinho àquele, da mesma empresa aérea, mas alguns dias antes.
Tudo começou quando alguém de nossa igreja veio
recentemente de Portugal e trouxe algumas informações
importantes sobre o nosso trabalho lá. Essas informações levaramme
a concluir que, para o bem de nossos projetos missionários na
Europa, eu precisava viajar para lá o quanto antes. Depois, recebi
outras informações que somaram ao meu sentimento inicial a
consciência de que minha ida seria, também, muito oportuna.
Realmente, seria necessária a ida e, quanto antes eu fosse, melhor.
Na fase de levantamento de preços, descobri que a empresa Air
France oferecia os melhores, ainda que, para chegar a Portugal, eu
tivesse que fazer uma conexão na França. Para fazer o que eu
precisava na Europa, seriam necessários, no mínimo, dez dias. Meus
compromissos em Brasília, a esta altura, só me permitiam duas
datas: 18 ou 31 de junho. O dia 18 estava muito próximo e eu tinha
que resolver algumas coisas, justamente naqueles dias. Optei pelo
dia 31. Mas 31 era um domingo, dia muito impróprio para um pastor
que dirige igreja viajar. Consegui administrar os assuntos urgentes e
resolvi antecipar para o dia 18. A esta altura eu poderia não conseguir
mais as vagas de que precisava (quatro). Mas consegui e estou aqui
para contar a história.
Impressionado? Eu não. Sabe de uma coisa? Nenhum de nós
tem noção de quantos livramentos Deus nos dá ao longo da vida. Eu,
você, qualquer um de nós, poderia ter morrido ontem, anteontem, há
vinte dias atrás, ou mesmo hoje. De atropelamento, ou numa colisão
de veículos, assalto, queda em casa, raio na cabeça, descarga
elétrica, enfim, jeito de morrer é o que não falta. E por que não estamos mortos? Porque Deus não quis. E se Ele quiser ceifar a vida
de qualquer um de nós agora? Seria isso ruim ou bom? Só Deus
sabe. Sim, porque nossa vida pertence a Ele e só Ele sabe até que
ponto nossa permanência neste mundo é interessante para os seus
propósitos.
Para quem está em comunhão com Deus a morte nunca é ruim.
Como disse o apóstolo Paulo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o
morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra,
não sei o que deve escolher. Mas de ambos os lados estou em
aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda
muito melhor” (Filipenses 1.21-23).
Quer um conselho? Cuide de sua comunhão com Deus. Não se
afaste d'Ele nunca! Afastar-se d'Ele para quê? Ele é bom. Sua
presença é maravilhosa. Sua companhia indispensável. N'Ele está a
fonte de todo o bem. Nada é melhor do que a companhia d'Ele.
Sirva a Deus sempre. Orando, louvando, abençoando as
pessoas de alguma maneira. Pense no Reino de Deus vinte e quatro
horas por dia. Sim, até dormindo, sonhe com a Obra do Senhor.
Quando acordar, leve a Obra adiante, talvez, até, realizando alguma
coisa que lhe ocorreu enquanto sonhava. Vou terminar esta Palavra Pastoral de modo um tanto diferente do
que costumo fazer. Ao invés de citar um versículo bíblico, vou citar
uma frase que vi no pára-choque de um caminhão, numa das
milhares de viagens que já fiz pelas estradas desse meu Brasil:
“Amanhã, quando eu acordar, Deus estará comigo.
Mas, se eu
não acordar, EU ESTAREI COM ELE!” (07/06/09)
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